sábado, 14 de abril de 2012 às 06:30 Postado por Leonardo Peixe 0 Comments

Mulheres estrelando filmes de ação nem sempre dá certo.  Genna Davis (Despertar de Um Pesadelo) e Sandra Bullock (Velocidade Máxima 2) já se aventuraram no gênero e conseguiram grandes fiascos em suas carreiras.  Ambas abandonaram o terreno surgindo atrizes mais sortudas como Angelina Jolie (Salt), Michelle Rodriguez (da franquia Velozes e Furiosos) e Milla Jovovich (Resident Evil).  Eis que surge mais uma no time das carrancudas com armas na mão, Gina Carano no longa "À Toda Prova".

Femme Fatalle com o dom de matar fazem a alegria dos nerds e a lutadora de MMA tenta ganhar status nas telonas.  No papel da agente Mallory Kane, ela corre, salta entre edifícios, atira, bate, apanha, pula grades, foge da polícia.  Enfim, Carano se esforça ao máximo para encarar sua personagem.

Porém, o longa de Steven Soderbergh é pra lá de estranho.  Prepare-se para um roteiro cheio de momentos flashbacks e situações estranhas, personagens caricatos e cenas de ação muito mal dirigidas. É possível ver a mão passar à milhas de distância do rosto quando Mallory destila um soco.  Chega a ser risível.

Se as sequências de luta não agradam, as perseguições até poderiam render alguma empolgação se não fosse a trilha sonora chatérrima.  É sério!  Chega a irritar em diversos momentos!  Na perseguição à pé em Barcelona, ela já começa a dar às caras.


A sorte do diretor de "Onze Homens e Um Segredo" é ter grandes nomes no elenco de coadjuvantes.  Mas muitos deles não convencem.  Michael Douglas (Um Dia de Fúria), Antonio Banderas (O Corpo) e Channing Tatum (o Duke de "G.I. Joe - A Origem de Cobra") tem papéis chaves, mas cuja importância só aparece no final e não há o momento de brilho de nenhum dos atores.


Ewan McGregor (o Obi Wan da nova trilogia de "Star Wars") e Michael Fassbender (o Magneto de "X-Men Primeira Classe") conseguem dar o ar da graça.  O primeiro é o chefe da agência de Mallory que faz o trabalho sujo do Governo dos EUA.  Sua significância na trama é alta e Ewan consegue fazer bem o papel de um grande covarde.

Fassbender sempre é ótimo quando entra em cena.  A sequência com seu personagem é a melhor do filme.  Nela, é criada o tom de suspense e mistério de que há alguma coisa rolando por trás do que estamos assistindo.


Aí acabam os trunfos do cineasta.  Gina Carano não é atriz e nos momentos que exige algo mais forte ela não consegue alcançar o esperado.  O roteiro tenta "explicar" tal falta de expressividade dizendo que Mallory é uma mulher fria, mas não convence.  A moça é bonita, boa de briga e, no filme (e com o diretor) certo, certamente deve virar uma versão feminina do Dwayne Johnsson.

Nota:

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