quinta-feira, 26 de abril de 2012 às 09:55 Postado por Leonardo Peixe 1 Comment

Marilyn Monroe conquistou o mundo com seus papéis cômicos e sua sensualidade estonteante.  Mas por trás do holofotes e flashes, a musa do Cinema tinha uma vida cheia de altos e baixos regada por uma boa dose de baixo auto-estima.  A desmistificação do mito Marilyn Monroe é o mote de “Sete Dias com Marilyn”.

Baseado no diário de Colin Clark, o longa mostra a relação do escritor com a diva mor da Sétima Arte durante as gravações do filme “O Príncipe Encantado” (1957).  As filmagens aconteceram na Inglaterra e Marilyn era a estrangeira no meio de uma trupe de atores britânicos.


A apresentação da personagem Monroe, vivida de forma belíssima por Michelle Williams (O Segredo de Brokeback Mountain), é perfeita.  De cara, somos apresentados à grande atriz sendo rodeada por fotógrafos, fazendo graça com a imprensa e cheia de sensualidade.  Justo a imagem que muita gente tem intocada.

Porém, o diretor estreante nas telonas Simon Curtis pouco a pouco vai desconstruindo a deusa, tornando-a completamente humana.  Graças ao talento e sensibilidade de Williams, vemos uma mulher totalmente dependente de afeto como uma menina perdida.  A indicação de Williams ao Oscar 2012 de Melhor Atriz foi mais do que justa.

Assim como a indicação ao prêmio de Melhor Ator Coadjuvante para o parceiro de cena Kenneth Branagh (Operação Valquíria).  O ator e diretor inglês também dá um show como o sir Laurence Oliver.


O interessante é que tanto Branagh quanto seu personagem compartilham um amor incondicional pelas obras de William Shakespeare.  Ambos já interpretaram e adaptaram peças do escritor clássico no cinema e teatro.

Laurence Oliver é o diretor e protagonista de “O Príncipe Encantado” e vê com a contratação da jovem estrela de Hollywood uma chance de retomar sua força juvenil.  Já Marilyn enxerga no elenco de veteranos britânicos um motivo maior para sua “falta de capacidade” de ser uma grande atriz.

Simons Curtis orquestra bem todas as peças de seu trabalho, sobretudo os atores.  A dama Judi Dench (“007 – Quantum of Solace”) empresta o seu carisma para viver Sybil Thorndike.  Já Emma Watson (a Hermione de “Harry Potter) demonstra meiguice ao construir a jovem Lucy.  Um papel pequeno, mas feito com bastante cuidado pela atriz.


O personagem principal, Colin Clark, é interpretado por Eddie Redmayne (“Morte Negra”).  De todos do elenco, é o que menos se esforça para fazer uma boa cena e sempre é salvo por Williams.

Apesar do elenco entrosado, a trama não rende uma cena grandiosa ou memorável.  O final soa forçado e parece que foi pensado às pressas para acabar logo.  Porém, o longa tem um bom ritmo e mantém o espectador preso até o final.

Sete Dias com Marilyn” rende ótimas atuações de atores inspirados.  A boa direção de Simon Curtis mantém a rédea em todos os momentos e nos entrega um drama sem exageros.  Além disso, vemos a diva Marilyn Monroe por outro prisma.  Sem se apegar demais ao tema das drogas, e nem colocando a atriz em um pedestal intocável de deusa Hollywoodiana.  Vemos a Marilyn como uma simples Marilyn.

Nota:



1 Response so far.

  1. kkkkkk
    Você é o máximo cunhado!

    Bjão

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